Capítulo V – A fuga

Ramon, meu cavaleiro de armadura foi correndo atender, antes que ele pudesse se aproximar da porta exprimi uma interjeição baixinho quando adquiri sua atenção pedi para que ele olhasse no olho mágico. O choque das mortes me fez ficar um tempo sem raciocinar, mas agora meus sentidos estão retornando e não posso deixar que o trabalho das nossas vidas seja levado como um pedaço de bolo no final da festa.

Ele atendeu ao meu pedido, me encarando em seguida antes de abrir a porta, por um milésimo de segundos entre seu olhar e o abrir da porta meu corpo congelou me deixando estática até o momento que o visitante inoportuno adentrou meu apartamento, avisto a pessoa e a reconheço. O visitante largou sua mala na entrada, veio correndo me abraçar, me beijou como se há muito tempo não nos víamos, nós no entreolhamos, ele tinha expressão de alívio em seu rosto por ter me encontrado. Continue reading “Capítulo V – A fuga”

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O fim está próximo!

 

Há indícios de um número crescente de histórias envolvendo o fim do mundo, é assustador até mesmo para os adeptos do mito de que haverá um grande massacre dizimador dos moradores do planeta terra. Esse fato envolvendo o fim do mundo do qual muitos escritores estão investindo pesado é apavorante de tal forma que quem não acredita possivelmente deve estar levando em consideração essa verdade. O que nos leva a uma questão importantíssima, por que só a terra sofrerá o apocalipse? Na bíblia diz algo sobre o universo sofrer com isso? O que nós terráqueos fizemos de tão maldoso que os moradores dos outros planetas não fizeram? Sendo eles melhores que nós será esse o motivo de nós não termos acesso a eles? Talvez sejamos má influencia até para nós mesmo, não é mesmo?

A história do nosso planeta está recheada de dor e sofrimento causados por nós mesmo. Depois do homo sapiens o homem se auto classificou como o primata capaz de resolver problemas complexos, os moradores mais “inteligentes” do universo, os mais “espertos” dos animais, será?

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Capítulo V – O véu da mentira cai

 

Terminamos de digitar nossa tese no fim da tarde, estava quase tudo pronto para publicarmos, decidimos que antes era melhor fazer o teste com o bóson para então esperamos a avalanche de críticas e desdéns. Ramon ligou para seu amigo que trabalhava em Minas numa base militar subterrânea, iriamos até lá na sexta-feira podendo ficar até acabar a pesquisa contanto que não fizéssemos menção de sua ajuda e nem dizer nada sobre o bunker.

Caiu a noite. Minha mente não parava de traquinar, sentada no sofá assistindo a anatomia de grey, gritei para Ramon que estava no quarto se trocando:

– Eu acho que tenho uma ideia sobre o que você me disse hoje cedo.

– Sobre o quê coração?

Enquanto ele falava me levantei do sofá e fui em direção ao quarto, ele estava vestindo uma cueca boxer cinza, parada à porta olhando-o de costas percebi que os dois dias aqui ainda não o tinham feito recuperar o corpo do qual me lembrava, me aproximei e dei um abraço nele, não era abraço de amor ou de desejo, era apenas saudade, muita saudade de sua presença, das nossas conversas, discussões e tudo que um casal tem no seu cotidiano. Ele repetiu a pergunta.

Sentei-me à cama enquanto ele terminava a tarefa árdua de escolher uma roupa que lhe coubesse decentemente, escolheu uma calça de moletom, uma camiseta preta e a blusa de moletom do Charada que eu tinha lhe dado no começo do namoro, após vestir-se sentou ao meu lado.

– A civilização desaparecida. Fiquei pensando como seria possível não ter restado ninguém desse lugar no mundo. Eu acho que tenho uma ideia. Você também falou que estamos numa simulação e aqui é o teste beta e por terem fuçado no que não era da conta deles a civilização despareceu. E se eles não despareceram e simplesmente foram levados para a simulação que roda sem erros?

– Faz sentido amor. Isso não poderemos provar por enquanto, vamos nos focar nos problemas que já temos em mãos depois prometo te deixar criar mais para nós dois resolvermos.

– Isso me fazia falta todos os dias, falei para ele.

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Entre mundos – Capítulo 2

Ogma levantou a mão e eu tive que interromper minha apresentação para deixá-lo falar, também havia percebido certo descontentamento da sala em me ouvir, por alguns momentos me senti uma tola parada em frente à classe, todos sentados me olhando, as janelas de vidro do chão ao teto com cortinas automatizadas por voz estavam abertas e o clarão dourado de nosso astro regente, o sol de Nirvana invadia o ambiente fazendo-me cerrar os olhos por diversas vezes.

– Já que seu personagem acordou porque você não acorda para vida também? Que história mais chata! Estamos cansados de ouvir ano após ano a mesma coisa. Ainda bem que não ti veremos no próximo semestre.

Uma bolinha de papel atingiu minha cabeça, instintivamente gritei: Professora! Ele jogou uma bolinha em mim. Minhas mãos apontaram para o meu agressor, por sorte ela se compadeceu de minha dor e chamou a atenção de Nonin, me liberando a retornar a apresentação.

Vocês podem não acreditar, mas a terra possui uma grande diversidade de fauna, flora, dos reinos: mineral e animal. Percebi que a sala de aula falava junto comigo em uma só voz, o som emitido pela minha boca desapareceu transformando-me num ser inanimado, estatelada encarando a todos até que uma colega de classe quebrou o gelo, ela sentava no lado esquerdo ao meu posicionamento, na primeira fileira de cinco que havia em cada sala, as fileiras possuíam quatro assentos, ela estava no terceiro bem atrás de Ogma. Catha levantou a mão, olhei para ela.

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Capítulo IV – Onde está a partícula de deus?

Ele se levantou e começou a andar para lá e para cá de forma apreensiva como quem analisa os ângulos de uma situação crítica, eu baixei minha cabeça triste pelo fato de não poder contar com a ajuda dele, abruptamente escuto um suspiro profundo e sua voz ressoa novamente.

– Estou contigo para o que der e vier, mas quando a bomba estourar não diz que eu não avisei. De certo modo corremos perigo quando eles descobrirem que fizemos um repetidor da máquina deles.

– Como assim? Quem são eles? Ele sentou-se novamente ao meu lado, pela sua expressão facial tranquila percebi que estávamos bem.

– Lembra quando você estava ajudando seu amigo a criar aquele jogo de tiro para celulares? Você me explicou que algumas pessoas desenhavam, outras criavam os textos e você iria inserir os comandos para a ação acontecer. Quando precisasse que o personagem chutasse, por exemplo, bastava apertar um botão.

– Vejo que está jogando no ar palavras avulsas que não tem nada a ver com o que estamos fazendo. Cada vez que você abre a boca surgem mais questões do que resposta. Você está dizendo que isso não tem nada a ver com ciência?

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Entre mundos – Capítulo 1

Despertei assustada mais uma vez, levantei, fui em direção ao banheiro lavar o rosto, depois à cozinha na esperança que era apenas um pesadelo, o apartamento vazio indicava que o sonho poderia ser meu inconsciente me dizendo que não aceitava ter ficado viúva tão cedo, pois começaram quando Algrodin partiu há três dias.

Era sempre o mesmo lugar um quarto enorme estilo princesa eu sentada numa poltrona e cinco mulheres inimaginavelmente belas se aproximavam de mim tentando me dizer alguma coisa que eu não entendia. Tudo era tão bonito, parecia irreal, um lugar magnífico assim não poderia existir de verdade. Os seres eram gentis e respeitadores. O lugar era mágico. Como eu entrara ali? Meu cérebro tentou responder dizendo que poderia ter sido projeção astral, simplesmente minha alma não aceitava essa resposta como verdadeira.

Liguei para minha mãe, quando ela atendeu assim que nos cumprimentamos desembuchei meu sonho, no final esperava alguma confirmação de que eu poderia estar traumatizada com o que houve, no entento só ouvi risadas, pensei que ela estava fazendo pouco do meu sonho e gentilmente falei que tinha algo para fazer.

Corri na internet e fui pesquisar sobre o assunto a informação mais detalhada que encontrei era uma fotografia forjada. Na hora achei melhor seguir com meu dia normalmente, não posso dizer o mesmo da noite, quando ela chegou e eu tive que adormecer novamente me encontrei pressa no mesmo sonho.

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Capítulo III – À espera de um amigo

Preciso de ajuda para escrever a tese melhor dizer um especialista, alguém bem entendido no assunto além do mais terá que ser uma pessoa que eu confio cegamente. Esse segredo não pode vazar, a pessoa não poderá ter medo de ser ridicularizado, pois seremos motivo de piada para a comunidade científica, depois para toda a humanidade, por fim quando eles verem o software que eu desenvolvi em funcionamento será um perigo e possivelmente nossa eliminação ocorrerá, se os caras da ciência não construírem uma bomba indestrutível antes, aí uma coisa que eu nunca fiz nesse programa, algo nunca inventado, vou considerar isso depois.

Dirijo-me até onde está meu celular, tenho que ligar para um amigo, o número de seu telefone surge em minha mente como se eu constantemente ligasse para ele. Nosso cérebro parece que define o que deve ou não ser guardado, pelo menos dessa vez ele acertou.

-Alô!

– Hola!!!

-Como vai Ramon?

-Luz de mis ojos, no puede ser verdad. ¿Dios mío es usted?

– Eu mesma (risos). Tudo bem contigo?

-Estoy muy bien gracias a dios…

Interrompo a fala dele. Corta essa Ramon, quem você quer impressionar, hein? Você fala sim perfeitamente espanhol, mas também fala perfeitamente português e outros cinco idiomas. Já conversamos sobre isso.

– E eu sempre tenho que te explicar que certas coisas ficam melhores em seu idioma de origem.

– No seu caso o idioma de origem seria o português, vamos nos comunicar no seu idioma materno.

– Certo, não iremos discutir sobre isso agora, o que devo a honra de sua ligação.

-Encontrei o que eu procurava e preciso da sua ajuda. Eu tenho fatos, dados, provas, mas não tenho a visão do especialista e nunca saberei escrever as teorias e fazer os cálculos. Se você não tivesse desistido eu não precisaria estar fazendo essa ligação agora.

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